quinta-feira, 31 de outubro de 2013

CAPITULO 2

No dia seguinte
- filhotes de deuses!
Sophia, Owen e Carl se levantaram num pulo. Três senhoras de cabelos ruivos, loiro e preto  e olhos negros tenebrosos rodeavam eles. Owen pegou uma espada de bronze celestial. Carl seu arco e flecha
- fique atrás de mim Sophia! – gritou Owen
Sophia correu e se agarrou atrás dele
- o que elas querem? – Sophia perguntou assustada
Os corpos das senhoras foram se transformando, os cabelos com madeixas trançadas de serpentes...
- fica ai! –sussurrou Owen
- filhotes de deuses... Que cheirinho bom! – disse uma das velhas de cabelo preto
- Me deixe adivinhar... – disse a outra ruiva
- filhote de Atenas... – disse a outra velha loira apontando para Carl
- errado! – disse Carl com toda coragem que tinha
- ah! É filho de Apolo! – disse a velha loira
- e o outro... Vejamos... – disse a velha ruiva
Ela se aproximou de Owen que ergueu a espada ate o pescoço dela
- fique longe! – ele disse com tom autoritário na voz
- ... filhote de Hefesto! Com certeza! –disse a velha morena
Ela ergueu o nariz
- espera tem mais alguém aqui! Cheirando bastante! – disse a velha loira
- um filho dos três grandes? – perguntou a ruiva
- sim... Onde esta.. Ah! Encontrei – ela disse olhando para Sophia com um largo sorriso aterrorizante
- Owen, ela ta dizendo Hefesto, Apolo... Os deuses da mitologia? – Sophia perguntou
- O que você esta vendo?  -ele perguntou a ela
- 3 senhoras, com cabelos com cobras... Quem estão falando coisas estranhas e segurando chicotes ameaçadores!
- meus deuses! – disse Owen
- venha aqui pequena! Não vamos te machucar! – disse a velha loira
- me deixe em paz! – Sophia disse e se agarrou mais ao Owen
- venha aqui! E faremos um acordo – disse a velha ruiva
- que tipo de acordo? – Carl perguntou
- me deixe ver a menina e nos vamos embora! – disse a morena
- como vou ter certeza de que vão cumprir o acordo? – perguntou Carl
-... eu dou minha palavra! – elas disseram em uníssono
Carl olhou para Owen e depois para Sophia e fez um gesto para que ela fosse ate as velhas senhoras. Sophia hesitou mas fez o que lhe tinha sido pedido
- ola senhora! – disse Sophia se aproximando da morena
Ela aproximou o rosto da garota
- jovem bonita e poderosa... – disse a velha loira
Sophia encostou sua mão no rosto da senhora morena. A velha viu algumas lembranças da menina... Coisas bonitas e alguns sofrimentos. Ela começou a abrir um sorriso. Olhou nos olhos da menina e viu faiscar...
- uma filha de Zeus!  -ela disse por fim
- temos que avisar a Hades! – berrou a loira
Elas abriram as asas de desapareceram.
- como fez isso? – Owen perguntou segurando o braço da Sophia
- não sei! Faço isso desde pequena! É uma das formas de acalmar meu padrasto... – disse Sophia
- você é filha de Zeus!  - disse Carl
- como assim? – Sophia perguntou
- Sophia... Deuses existem eles estão vivos! Eles tem ãnh... relações! Com mortais e tem filhos como nos. Herois! Somos... – dizia Owen quando foi interrompido por sophia
- meio deuses?
- semideuses ou meio sangues! – disse Carl
- não da pra acreditar! Devo estar sonhando... – disse Sophia
- acredite você esta acordada! Se prepare temos que chegar a Long Island.. – disse Owen
-em Nova York? – Sophia perguntou

- isso ai! – disse carl

CAPITULO 1

Estava escuro, já era noite.A lua brilhava intensamente e seu reflexo nas águas escuras encantava uma garotinha que assistia a cena atenciosamente, ela estava sentada em uma pedra a beira do rio.
Os cabelos negros esvoaçando ao vento, os lábios naturalmente rosados,os olhos num azul intenso que davam beleza a sua face pálida.
Ela levantou da pedra e foi ate sua mochila perto de uma árvore, pegou um ursinho de pelúcia amarelo e o apertou com força.
- sinto sua falta, Mia... – choramingou a menina enquanto apertava o urso
Ela se lembrava de sua irmãzinha de 6 anos, que se chamava Mia, ela tinha autismo mais sempre foi muito apegada a sua irmã. Uma imagem de uma criança segurado um urso amarelo surgiu na mente da garotinha
“eu te amo Sophia!” – dizia a imagem.
Sophia tinha cerca de uns 11 anos, depois de inúmeras brigas em casa por causa de seu padrasto e também por causa de sua mãe. Ela decidiu fugir de casa. Ficar longe por uns tempos. Ela era uma criança problemática tem transtorno de déficit de atenção, hiperatividade e dislexia.
Um barulho ecoou de dentro das sombras da floresta. Ela rapidamente pegou um pedaço de pau que estava ao seu lado
“será o bicho malvado que tentou me pegar?Ele me seguiu ate aqui?” – pensava Sophia
Na estação de metro Gallery PI-Chinatown, no centro de washigton. Um animal estranho metade águia, metade felino com cauda de serpente tentara atacar Sophia. Ela entrou em um taxi que a levou ate Seattle. Sophia não sabia ao certo em que parte de Seattle estava, afinal nunca tinha ido ate La. Ela respirou fundo, guardou o urso, e tomou coragem.
-Quem esta ai? – ela perguntou tentando esconder o medo em sua voz
 O barulho se intensificou, galhos quebrando, folhas se movendo...
Uma silhueta masculina apareceu. Uma não, duas. Não dava para ver seus rostos na escuridão da noite. A julgar pelos corpos deveriam ter 12 ou 13 anos.
-Calma! Não vamos machucar você! – disse uma voz
- quem são vocês? – ela perguntou aumentando o tom de voz
- eu sou Owen e esse é meu amigo Carl – disse a mesma voz, que deveria ser Owen.
- não consigo ver vocês, saia da sombra! – Sophia disse com o mesmo tom de voz de antes
O garoto se aproximou, ele tinha cabelos castanhos e bagunçados, olhos verdes como a grama ao seu redor, tinha pele clara e pouquíssima sardas nas bochechas. Ele era alto e magro.
Ele sorriu gentilmente, mais a garota continuou seria.
- eu sou Owen! E você quem é? – ele perguntou a menina
- por que seu amigo não sai das sombras também? – ela perguntou ainda séria
Owen fez um movimento com as mãos e o outro garoto saiu das sombras. Este tinha cabelos loiros e rebeldes, olhos azuis como os da Sophia, pele clara e também era alto e magro.Porem um pouco mais baixo que Owen.
- meu nome é Carl você quem é? – ele perguntou
“definitivamente são pessoas! Não tem problema dizer apenas o meu nome!”– pensou Sophia.
- Sophia – ela disse ainda seria
- o que está fazendo aqui sozinha? Onde estão seus pais? – perguntou Owen
- eles me odeiam! Estou aqui por livre e espontânea vontade! – disse Sophia
- sabe que é perigoso? – disse Carl
- eu sei me defender sozinha! – ela disse levantando a tora de madeira
- Ei! Calma garotinha! –disse Carl rindo
- não pode ficar aqui sozinha a noite! – disse Owen
- posso sim! Sei me virar sozinha!
Owen puxou Carl para um canto e disse:
- ela pode ficar com a gente!
- Esta maluco? É mais perigoso ela com a gente do que ela sozinha!
- mais ela é completamente humana não vai ver nada do que nos vimos
- e depois fazemos o que com ela?
- sei La! Ela deve ter parentes! Colocamos ela num taxi e fim de papo
Carl pensou por uns minutos e aceitou a proposta do amigo
- oi? Eu ainda to aqui sabiam? – disse Sophia impaciente
Eles foram ate a garotinha e contaram a ideia. Ela ficou pensativa por uns instantes mas resolveu confiar e aceitar a proposta dos garotos.
- ok! Mais não me mande para casa – ela disse enquanto pegava sua mochila
Carl e Owen se entreolharam e assentiram para a garota.
Eles acamparam perto do rio. Entre conversas Sophia descobriu que Owen Clark tinha 12 anos, vinha de uma família humilde e sua mão o largou na rua quando ele tinha 11 anos. Descobriu que Carl Phillips tinha 12 também, sua mãe era uma secretária de hospital, e que nunca tinha tempo para ele e dizia que ele atrapalhava sua vida então Carl fugiu assim como eu.
- e você pequena? – perguntou Owen quando terminou de acender a fogueira
- eu o que?  - ela perguntou
- a sua historia! Conte! – disse Carl enquanto trazia alguns peixes que ele tinha pego no rio na maior facilidade com seu arco e flecha
- meu nome é Sophia Scott, tenho 11 anos, minha mãe é uma vendedora de imóveis, meu padrasto um sem teto, desempregado ambos me odeiam. Eu tenho uma meia-irmã chamada Mia... Prefiro não falar disso! – ela disse abaixando o rosto – eu fugi de casa quando minha mãe disse que foi um erro ter se deixado iludir pelo meu pai verdadeiro que eu só vi uma vez!
- como era... Seu pai biológico? – perguntou Owen
- não me lembro da fisionomia apenas de sua voz doce cantando uma canção de ninar...
- canção de ninar? – perguntou Carl
- sim, sim! Eu ainda me lembro, de alguma forma eu nunca esqueço!
- cante para nos! – disse Owen
- claro! – disse Sophia sorrindo, ela estava começando a gostar dos novos companheiros.
Ela começou a cantar.
Dorme, dorme menininha 
eu estou aqui 
vá sonhar 
ainda é tempo vá, vá dormir 
Sonha sonhos cor de rosa 
passeia no céu e no mar 
apanha o mundo 
no teu sonho, Sophia
e não deixa ninguém roubar 
Olha, não reparta com ninguém
os teus sonhos de menina
dorme, dorme
dorme e sonha menininha
sonha, é tempo ainda
(musica de Oswaldo Montenegro)

Owen aplaudiu e Carl também
- é linda! Cantas como um anjo! – disse Carl
- obrigado! – disse Sophia com um leve rubor em suas bochechas
- realmente cantas muito bem!  - disse Owen
- queria que meu pai tivesse aqui. Cresci sem ele mais acho que ele é a única pesso que me ama de verdade!
Um trovão ecoou nos céus. Carl olhou para Owen que fez o mesmo.
-ãh... Sophia! Como você fez para chegar aqui? – perguntou Owen
- se eu contar duvido que acreditem!
- conte logo! – disse Carl impaciente
- um bicho muito estranho metade águia metade leão, com cauda de serpente estava me perseguindo.
Owen engoliu em seco.

- acho melhor irmos dormir! – disse ele